Tempo. O Senhor da razão.
Chegava em casa todo dia e tinha alguma coisinha no forno pra comer, a comidinha quentinha esperando. Um abraço gostoso de boa noite e uma esposa cheirosa e feliz por ele estar lá de novo apertando o botãozinho do ‘eject’ no tédio dela.
TV a cabo, filminho da Universal ou TNT, quiçá uma sériezinha.
Ficava abraçado, carinhos, nunca faltava um ‘eu te amo’ ou um ‘muitão’ e todas essas coisinhas que se diz quando nomora / é casado / tá junto.
Com o tempo sentia que existia mais que uma cumplicidade de pensamentos e aspirações.
Existia tbm uma cumplicidade física. O lado na cama, o lugar no sofá, à mesa. Aquela coisa de estender a mão sem olhar e saber que aquela outra mão está lá esperando a sua. Aquele lugar certinho no peito dela que foi milimétricamente desenhado pra encaixar a cabeça dele.
Sabia o que ela queria pra comer ou beber, agia de uma forma tão automática que sabia que sabia mas não o porque sabia.
Tinha quele soninho que só os amantes têm, de dormir na balada mais agitada encostado no seu bem, sem se importar com o universo ao seu redor pq sim, estava seguro alí.
Pensava: - Só o sábio tempo é capaz de presentear um casal com isso.
Sempre quis entender isso mas era além de sua compreenção.
Um dia se iluminou e descobriu o nome dessa coisa louca, repleta de sentimentos mornos e humidecidos com lenços Johnson:
• Tédio;
• Rotina;
• Marasmo.
Ligou o foda-se, saiu de casa e foi viver a vida de verdade.
bejomeliga
Por: Lauro
dani, isso foi a coisa mais cruel que ja fizeram pra mim.
todo o resto foi bem legal, mesmo assim. valeu.
Eu realmente entendi nada deste comment… Inda mais sem saber quem foi.
Lauro
mas que bosta!!!!